Canal do Sertão

Aproveitamos nossa viagem ao sertão alagoano e nos aventuramos num destino que quase poucos pensam em conhecer: O Canal do Sertão, um adutor de 250km situado numa área de aproximadamente 13.230,30 km² do Estado, representando 47,36% de sua área total. Inclui municípios do agreste ao sertão alagoano.

Trecho do Canal do Sertão. Foto: Reprodução Revista O Empreiteiro.

Apesar do nosso Estado ser reconhecido como paraíso das águas, durante muitos anos o sertão alagoano sofreu e ainda sofre com a deficiência hídrica. As frequentes secas não somente prejudicam a qualidade de vida dos moradores, como também impossibilitou o desenvolvimento socioeconômico na região.

Vegetação seca do sertão alagoano. Foto: Mariana Cavalcante.

Imaginem o que é viver num local onde não tem água, se basicamente utilizamos a água para tudo ao nosso redor. Precisamos de água para hidratar nosso corpo, para a agricultura de subsistência, para a pecuária, para tomar banho, lavar roupa e desenvolver diversas atividades domésticas.

Diante dessas condições sub humanas, foram realizados diversos estudos de viabilização na região para implementação de um canal que fornecesse água para desenvolver socioeconomicamente os 42 municípios da região, visando principalmente beneficiar os pequenos produtores locais.

A OBRA

Em 1992 as obras foram iniciadas, porém logo foram interrompidas pela falta de estudos necessários. Foi somente em 1998 que o Governo de Alagoas estabeleceu um parceria com a CODEVASF para elaboração de Estudo de Viabilidade Integrado para solicitação de recursos externos para financiar o empreendimento.

Mapa da obra do Canal do Sertão em Alagoas. Foto: Alagoas em Mapas, 2014.

A captação de água é realizada na estação elevatória do Reservatório do Moxotó em Delmiro Gouveia, onde a água é elevada a 38m em relação ao nível do rio São Francisco, para em seguida ser distribuída através da força da gravidade, aproveitando o declive natural da região. O percurso finaliza no município de Arapiraca após percorrer 25 municípios.

Eu posando no Canal do Sertão. Foto: Mariana Cavalcante.
Trecho trapezoidal do Canal do Sertão. Foto: Mariana Cavalcante.
Trecho em que o canal possui formato retangular. Foto: Mariana Cavalcante.
Trecho com pontes para passagem de pedestres e veículos. Foto: Mariana Cavalcante.

A maior parte do canal tem formato trapezoidal e retangular construído em concreto impermeabilizado. Alguns trechos variam quanto a forma, passando por aquedutos e túneis. O projeto também apresenta três adutoras (Adutora do Alto Sertão, Adutora da Bacia Leiteira e Sistema Adutor do Agreste) que distribuem a água para outros municípios.

Olhando a vegetação ao redor. Foto: Mariana Cavalcante.
Sentada no Canal do Sertão. Foto: Mariana Cavalcante.
Trecho em que a água passa por aquedutos. Foto: Mariana Cavalcante.
Trecho em que a água passa por aquedutos. Foto: Mariana Cavalcante.
Visita à uma das adutoras do Canal do Sertão. Foto: Mariana Cavalcante.
Visita à uma das adutoras do Canal do Sertão. Foto: Mariana Cavalcante.
Vegetação verdinha próxima à área do Canal do Sertão. Foto: Mariana Cavalcante.
Pausa para descanso… Pense no calor que estava. Foto: Mariana Cavalcante.

NOSSA VISITA EM ÁGUA BRANCA

Eu já conhecia o Canal do Sertão porque durante a faculdade realizamos uma visita técnica em vários trechos da obra. Visitamos trechos trapezoidais, retangulares, aquedutos, adutoras, o acampamento dos trabalhadores da obra e inclusive assistimos de longe a explosão para implementação do canal.

Nessa última visita em específico fomos ao Povoado Caruanã em Água Branca. Fomos na casa da Mazé, um moradora local super simpática que nos recebeu muito bem. Ela inclusive tem o costume de receber visitantes, principalmente os aventureiros de plantão que gostam de realizar escaladas nas montanhas.

Canal do Sertão próximo à Casa da Mazé. Foto: Mariana Cavalcante.
Bodes criados pela Mazé. Foto: Mariana Cavalcante.
Por do sol com vista para a montanha. Foto: Mariana Cavalcante.
Vegetação típica do sertão. Foto: Mariana Cavalcante.

Seu plano futuro é construir quartos para aluguel, mas por enquanto oferece seu quintal para quem quiser acampar, fornece refeições e acreditem se quiser, o sinal de wifi da sua casa é melhor que o meu rs. O contato dela é (82) 98233-0212 para quem tiver interesse em se hospedar lá!

Próximo à casa da Mazé, ainda no Povoado Caruanã, ficamos por algumas horas admirando a paisagem da montanha e inclusive entramos em algumas casas que estavam abandonadas, o que nos rendeu várias fotos legais.

Vista da montanha próxima a casa da Mazé. Foto: Mariana Cavalcante.
Eu posando na casa abandonada com vista para a montanha. Foto: Virna da Hora.
Virna modelando no meio das plantas. Foto: Mariana Cavalcante.

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